Caras & Bocas

O galã se vestiu

Posted on: junho 21, 2009

Marcos Pasquim dá um tempo em seus personagens descamisados para viver o tranquilo pintor Denis em “Caras & Bocas”

Sem título

Marcos Pasquim se comporta como um moleque. Com um vocabulário recheado de gírias e ginga de quem mora há anos no Rio, o paulistano que acaba de completar 40 anos parece ainda não sentir os efeitos do tempo. Nem mesmo em seus personagens. Ele interpreta o sereno Denis, em Caras & Bocas, seu primeiro papel que (quase sempre) aparece vestido em cena sem mostrar o tórax nu, traje tão comum em seus personagens anteriores. E é com sutileza que o ator lamenta atuar praticamente apenas em novelas no horário das sete.

– Isso não depende de mim. Mas é claro que ficaria feliz por fazer novela das oito, ou mesmo até alguma das seis – assume, com um sorriso rasgado.

Com 14 anos de carreira, Pasquim tem jogo de cintura principalmente para ser diplomático na profissão. Depois de estrear na Globo em Cara & Coroa, o ator fez uma breve passagem pela Band com Mandacaru, em 1997, até ir trabalhar na emissora argentina Telefe para gravar Chiquititas, exibida no mesmo ano pelo SBT. Logo depois, voltou para a Globo, onde começou a emplacar “descamisados” valentes a partir de Uga Uga, com o viril Van Damme.

De lá para cá, as crescentes cenas de ação fizeram parte do cotidiano do ator em seus trabalhos com o autor Carlos Lombardi. Só agora, com o pacato pintor Denis, que luta para criar sozinho o filho Espeto (David Lucas), é que Pasquim experimenta um personagem menos acelerado, com matizes mais suaves.

– Com meus protagonistas do Lombardi, já entrava no estúdio e começava a gravar. Agora, chego a esperar horas, estou em outro ritmo, mas continuo pronto para qualquer cena de ação – avisa.

Pergunta – Desde que estreou, você nunca atuou numa trama das oito e já foi até apelidado de “o rei das sete”. O que você acha de atuar novamente nesse horário?

Marcos Pasquim – Não tenho problemas com o horário das sete. Normalmente, faço personagens cômicos, e o horário das sete é onde há uma veia de comédia mais forte. Mas não me vejo preso nas sete. O problema é que só fiz novela nesse horário, além de Malhação e Guerra e Paz. Isso não depende de mim. Mas ficaria muito feliz em fazer uma novela das oito ou até alguma das seis.

Pergunta – Apesar de ser um horário que explora mais a comédia, o Denis, de Caras & Bocas, não tem o tom cômico.

Pasquim – É verdade. Em A Lua Me Disse, eu fazia o vilão. E o Denis também não tem tanto humor. Claro que tem cenas engraçadas, gravo com um macaco, mas esse personagem é diferente dos que já fiz. Ele é sério, um paizão que cria o filho sozinho. Não estou mais tirando a camisa.

Pergunta – Em Caras & Bocas você não tem de aparecer sem camisa. Como você lida com o rótulo de ator “descamisado”?

Pasquim – Isso marcou minha carreira. Lembro que em Uga Uga ficava chateado, incomodado. Quando percebi que estava muito sem camisa, falava para os diretores: “Caramba, estou sempre sem camisa. Por quê?”. A Nair Belo me batia, dava tapões em cena que doíam. Os diretores respondiam: “Está escrito aqui: você tem de estar sem camisa”. Aquilo me importunava no começo. Mas era pago para fazer.

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